A Arte do Color Grading: transformando a narrativa com Fabricio Werdum

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Você já parou para pensar por que algumas produções audiovisuais prendem sua atenção antes mesmo do primeiro diálogo? A resposta, muitas vezes, está na cor. Recentemente, a Estação11 teve o privilégio de assinar o color grading de um filme impactante, produzido pela OneWG e Conceito Cine para o Governo de Santa Catarina, contando com a presença icônica de Fabricio Werdum.

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O que é Color Grading e por que ele importa?

Muitas pessoas confundem correção de cor com color grading. Enquanto a correção ajusta falhas técnicas de exposição e balanço, o grading é onde a mágica acontece. É o processo criativo de estilização que define o “humor” da cena.

Ter cores como base (verde, azul, vermelho) nos dá um porto seguro. Através da saturação e matiz, conseguimos guiar o olhar do público. Mas, e quando o desafio é retirar todas essas cores?

O Desafio do Preto e Branco: A Busca pelo Equilíbrio Perfeito

Trabalhar em Preto e Branco (P&B) é, paradoxalmente, um dos maiores desafios para um colorista. No áudio de bastidores do nosso projeto, destacamos que, ao perder as referências cromáticas, ficamos apenas com dois tons principais e suas variações de cinza.

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1. O Cuidado com os Extremos

No P&B, o controle do contraste é milimétrico. Se pesarmos demais a mão, as sombras “estouram” e tudo vira um borrão preto; se exagerarmos na saturação (do brilho), perdemos detalhes em áreas brancas. O segredo está em encontrar o equilíbrio perfeito para que a imagem mantenha sua profundidade.

2. O Poder do Relevo e do Sharpen

Sem as cores para diferenciar os elementos, precisamos focar na textura. No processo de pós-produção desse filme, demos um destaque especial ao relevo e ao sharpen. Isso é fundamental para criar áreas de destaque na cena, garantindo que o espectador perceba cada detalhe da expressão facial e do ambiente, trazendo uma tridimensionalidade que o cinza chapado não ofereceria.

3. Manipulação de Curvas

A manipulação minuciosa das curvas de luminância é o que permite separar o que é fundo do que é protagonista. No caso de uma figura como o Werdum, destacar a força e o relevo muscular através da luz e sombra foi essencial para a narrativa de superação e impacto que o filme exigia.

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